Cara, pelo que entendi, em uma eleição de uma dessas comissões do Senado, o PT e o PSDB (sim, água e óleo) se uniram em prol de uma candidata. E esta candidata perdeu para o Collor (elle mesmo), que tinha apoio do próprio partido (PTB) e do PMDB.
Porra, eu achava que ainda dava pra entender alguma coisa na política.
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Artigo - Sobre mudanças e gratidão
Abaixo, a versão original do artigo que saiu ontem no Jornal NH, página 10.
No jornal, algumas partes foram suprimidades, devido ao espaço, acredito.
Nada que alterasse o significado.
Sobre mudanças e gratidão
No início desta década que começa a acabar, me mudei para Novo Hamburgo e confesso que a adaptação não foi exatamente fácil. Por ser muito novo e existirem muitas diferenças em relação à minha terra natal passei por essa dificuldade, porém, hoje, o que desejo é demonstrar meu enorme agradecimento ao povo hamburguense.
Desde o ano passado faço um tratamento de quimioterapia contra uma Leucemia Linfóide Aguda e em alguns períodos esse tratamento exige transfusões de sangue contínuas e freqüentes. No meu caso, acredito que já tenha superado estes períodos, não necessitando de um grande número de. doações daqui para frente. Isso só acontece devido a uma bela corrente. Corrente essa que é o motivo da minha gratidão.
Posso citar o nome daqueles que começaram e ajudaram a organiza-la (Rafael, Jader, Janete, Isabel, Daniel...), porém, doar sangue envolve cada indivíduo. Doar sangue é, literalmente, a entrega de uma parte de nossa vida em prol do próximo e diante deste ato sei que a minha gratidão e a dos outros pacientes que receberam o sangue doado nunca poderá ser medida.
Escrevo para abraçar cada um que enfrentou a viagem, a espera a agulha e a dor. Aqueles que eu já conhecia, aqueles que passei a conhecer e aqueles de quem recebi o sangue e a grandeza no coração sem nunca nem ter cruzado o olhar. A vida vai sendo construída através das mudanças que se impõem e das nossas reações frente a elas. Acontecimentos e atitudes como essa corrente de doação fazem pensar no futuro, na esperança e no entendimento. Fazem acreditar na humanidade.
Deus abençoe a todos.
Sinceros agradecimentos,
Leonardo Vieira Peixoto e família.
No jornal, algumas partes foram suprimidades, devido ao espaço, acredito.
Nada que alterasse o significado.
Sobre mudanças e gratidão
No início desta década que começa a acabar, me mudei para Novo Hamburgo e confesso que a adaptação não foi exatamente fácil. Por ser muito novo e existirem muitas diferenças em relação à minha terra natal passei por essa dificuldade, porém, hoje, o que desejo é demonstrar meu enorme agradecimento ao povo hamburguense.
Desde o ano passado faço um tratamento de quimioterapia contra uma Leucemia Linfóide Aguda e em alguns períodos esse tratamento exige transfusões de sangue contínuas e freqüentes. No meu caso, acredito que já tenha superado estes períodos, não necessitando de um grande número de. doações daqui para frente. Isso só acontece devido a uma bela corrente. Corrente essa que é o motivo da minha gratidão.
Posso citar o nome daqueles que começaram e ajudaram a organiza-la (Rafael, Jader, Janete, Isabel, Daniel...), porém, doar sangue envolve cada indivíduo. Doar sangue é, literalmente, a entrega de uma parte de nossa vida em prol do próximo e diante deste ato sei que a minha gratidão e a dos outros pacientes que receberam o sangue doado nunca poderá ser medida.
Escrevo para abraçar cada um que enfrentou a viagem, a espera a agulha e a dor. Aqueles que eu já conhecia, aqueles que passei a conhecer e aqueles de quem recebi o sangue e a grandeza no coração sem nunca nem ter cruzado o olhar. A vida vai sendo construída através das mudanças que se impõem e das nossas reações frente a elas. Acontecimentos e atitudes como essa corrente de doação fazem pensar no futuro, na esperança e no entendimento. Fazem acreditar na humanidade.
Deus abençoe a todos.
Sinceros agradecimentos,
Leonardo Vieira Peixoto e família.
determinação
Um micro-ônibus que ia de Sobradinho para Porto Alegre levando algumas pessoas que iam fazer tratamento médico sofreu um grave acidente e ao que tudo indica, todos os passageiros faleceram.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2426092.xml
Algo parecido já tinha acontecido ano passado, com pacientes vindo de Santa Vitória, se não me engano. Essas viagens acontecem todos os dias, de todas as regiões do estado, pela falta de estrutura dos hospitais do interior.
Vi uma repórter perguntar para a Secretária de Saúde de Sobradinho se a viagem era realmente necessária, se não existia estrutura mais perto. QUE PERGUNTA IDIOTA.
Eu já tive que encarar idas diárias até a Santa Casa de Porto Alegre para fazer tratamento de saúde. É ÓBVIO que essas viagens são realmente necessárias, do mesmo jeito que se houvesse a mesma estrutura mais perto, ela seria utilizada.
O movimento ali pela Santa Casa é incrível quanto a variedade de locais. Nos dias que passei por lá devo ter conhecido o nome de dezenas de municipios do estado. E, por incrível que pareça, nos rostos das pessoas que entram e saem do hospital e descem e sobem dos veículos das prefeituras sempre se enxerga determinação.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2426092.xml
Algo parecido já tinha acontecido ano passado, com pacientes vindo de Santa Vitória, se não me engano. Essas viagens acontecem todos os dias, de todas as regiões do estado, pela falta de estrutura dos hospitais do interior.
Vi uma repórter perguntar para a Secretária de Saúde de Sobradinho se a viagem era realmente necessária, se não existia estrutura mais perto. QUE PERGUNTA IDIOTA.
Eu já tive que encarar idas diárias até a Santa Casa de Porto Alegre para fazer tratamento de saúde. É ÓBVIO que essas viagens são realmente necessárias, do mesmo jeito que se houvesse a mesma estrutura mais perto, ela seria utilizada.
O movimento ali pela Santa Casa é incrível quanto a variedade de locais. Nos dias que passei por lá devo ter conhecido o nome de dezenas de municipios do estado. E, por incrível que pareça, nos rostos das pessoas que entram e saem do hospital e descem e sobem dos veículos das prefeituras sempre se enxerga determinação.
terça-feira, 3 de março de 2009
auto-imagem.
Esses dias um psicólogo me perguntou sobre minha auto-imagem.
Tipo de pergunta que eles gostam de fazer.
Ontem, lembrei da pergunta quando vi uma senhora exclamar ao ver sua nova carteira de identidade:
"mas essa não sou eu!"
Engraçado né? Ela estava pegando um documento com o nome dela, dos pais, o RG, o CPF e a foto dela. Mas não era ela.
Enquanto se afastava, ainda comentou com a amiga que ia junto, que a foto parecia mais com a fulana do que com ela.
A senhora essa me fez lembrar de uma cliente uma vez, que me pediu para imprimir umas fotos, mas que antes, tirasse uma certa "pele" que tinha aparecido em todas as fotos. Segundo ela, tinha que tirar, pq ela não tinha aquilo, não sabia pq aparecia nas fotos.
Que imagem construímos para nós mesmos?
Por dentro e por fora.
ah! terei uma carteira de identidade nova careca e com barba.
logo eu, logo eu.
Tipo de pergunta que eles gostam de fazer.
Ontem, lembrei da pergunta quando vi uma senhora exclamar ao ver sua nova carteira de identidade:
"mas essa não sou eu!"
Engraçado né? Ela estava pegando um documento com o nome dela, dos pais, o RG, o CPF e a foto dela. Mas não era ela.
Enquanto se afastava, ainda comentou com a amiga que ia junto, que a foto parecia mais com a fulana do que com ela.
A senhora essa me fez lembrar de uma cliente uma vez, que me pediu para imprimir umas fotos, mas que antes, tirasse uma certa "pele" que tinha aparecido em todas as fotos. Segundo ela, tinha que tirar, pq ela não tinha aquilo, não sabia pq aparecia nas fotos.
Que imagem construímos para nós mesmos?
Por dentro e por fora.
ah! terei uma carteira de identidade nova careca e com barba.
logo eu, logo eu.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Isaac
Relações.
Eu ia escrever sobre como tratam os doentes.
É, ia parecer que eu estava só reclamando e ia ser isso também.
Mas, por acaso, eu pensei nesses dois últimos meses, que acabaram no último sábado, e percebi que minhas reclamações seriam superficiais.
As minhas reclamações seriam quando as pessoas acham que por alguém estar doente podem dar qualquer opinião. É, reparem nisso. Desde de "acho que tu não devia fazer isso", até, "na minha opinião tu está cansado" passando por, "isso não serve para ti".
As pessoas doentes não perdem a razão (a não ser que perder a razão seja a doença), lembrem-se disso.
Desisti de fazer um texto assim quando percebi o quanto meu quadro mudou durante esse ano, que mal começou. Eu mesmo me assustei. O Leonardo do 1º de Janeiro parece estar em outro mundo agora.
Não sabemos o que está se passando na cabeça daqueles que nos rodeiam, não tem como saber. O que angustia, o que faz esperar, o que faz agir, o que faz sorrir. E mesmo que a gente ache que entenda um pouco do outro, logo vai mudar.
Olhando assim, fico pensando em como estruturamos as nossas relações.
Minha revolta, que seria o início deste texto, se transforma em um apelo ao entendimento, a confiança e a sinceridade.
É, ia parecer que eu estava só reclamando e ia ser isso também.
Mas, por acaso, eu pensei nesses dois últimos meses, que acabaram no último sábado, e percebi que minhas reclamações seriam superficiais.
As minhas reclamações seriam quando as pessoas acham que por alguém estar doente podem dar qualquer opinião. É, reparem nisso. Desde de "acho que tu não devia fazer isso", até, "na minha opinião tu está cansado" passando por, "isso não serve para ti".
As pessoas doentes não perdem a razão (a não ser que perder a razão seja a doença), lembrem-se disso.
Desisti de fazer um texto assim quando percebi o quanto meu quadro mudou durante esse ano, que mal começou. Eu mesmo me assustei. O Leonardo do 1º de Janeiro parece estar em outro mundo agora.
Não sabemos o que está se passando na cabeça daqueles que nos rodeiam, não tem como saber. O que angustia, o que faz esperar, o que faz agir, o que faz sorrir. E mesmo que a gente ache que entenda um pouco do outro, logo vai mudar.
Olhando assim, fico pensando em como estruturamos as nossas relações.
Minha revolta, que seria o início deste texto, se transforma em um apelo ao entendimento, a confiança e a sinceridade.
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