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terça-feira, 24 de abril de 2012

Das coisas que acredito. (ou mais um plágio da Helena)

Eu acredito nos momentos. E acredito nas palavras. Acredito nos momentos e no que eles dizem sobre as pessoas. E acredito nas palavras, que atravessam os momentos de um jeito que levam alguns deles por anos com a gente. Acredito na caça de momentos que são escritos por sorrisos. E acredito nas palavras capazes de criar estes sorrisos. Seja de que tipo eles sejam. E assim, acabo acreditando nos sorrisos, já que as palavras os criam e eles escrevem os momentos. E sim, acredito em palavras mudas, que sempre significam mais e geram os melhores sorrisos, que registram os melhores momentos: aqueles silenciosos com sorrisos brilhantes. Acredito em escolher as palavras certas para cada momento. Rezo por isso. Também tenho medo de falar outro idioma que tenha menos palavras. Mesmo que falar português seja, por vezes, muito chato. E, que no fundo, sejam necessárias poucas palavras. Mas é que acredito nelas tanto quanto acredito nas pessoas. E cada pessoa tem uma história para contar. As palavras também. E, como eu dizia, acredito nos momentos, tem alguns que eu poderia descrever além das palavras e dos sorrisos: posso sentir a luz, o cheiro e o toque. Tem outros que a memória esqueceu, acho que foi porque faltaram sorrisos e palavras. E tem palavras que ecoam por todo o sempre, mesmo que não tenham sido ditas. E acredito que acredito em tudo isso pelo simples fato de por vezes parar para recordar e contar histórias. E conta-las de momento em momento, sorriso em sorriso, palavra por palavra. Por fim, acredito em histórias. Vivo a persegui-las.







ps: devo dizer, para que a justiça seja feita, que mais uma vez plagiei (vulgo inspirei-me) a Helena. leiam ela aqui: http://hmoschoutis.blogspot.com.br/

ps: Helena, fazia tempo que não te lia, coisa que pretendo não fazer nunca mais.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

De mudanças, sentimentos e o sentido da vida.

Acredito que a vida é sempre, sempre surpreendente e quem não tem isso como verdade deve se esforçar muito para nunca mudar. E quem se esforça para nunca mudar só tem um tipo de mudança na vida: a perda. Não sei se tenho que enfrentar mais ou menos mudanças que as outras pessoas, só sei que não é fácil para mim. Também sei que quando as coisas são fáceis, enjôo delas logo.
Não sei quanto erros ainda vou cometer, sei que vou senti-los todos, mas que logo alguma coisa vai me fazer prosseguir. Já senti a morte próxima, já senti a vida próxima e por vezes apenas procuro o que sentir à minha volta. Tenho certeza de que não tenho a menor ideia do que virá, mas tenho certeza de que será gratificante senti-lo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Tem coisas que durante o tempo que passa se calam e adormecem.
Tem coisas que se calam porque são esquecidas. Essas vale a pena despertar, dar-lhe voz outra vez: oportunidade para sorrisos, gargalhadas, lembranças e (re)aprendizado.
Porém, tem outras coisas que se calam porque lutamos muito para deixa-las quietas e conquistar um pouco de paz. E essas são perigosas. Provavelmente tu já teve que fazer isso: adormecer alguma coisa para que se consiga caminhar. Então, por favor, cuidado ao despertar algo que adormeceu a força, que caiu de cama por coma induzido. Tem que valer a pena, tem que ser para consertar o que passou ou ajudar a ajeitar o que acontece agora. Se for para despertar por despertar, ai é maldade.

Ou vontade de voltar.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Objetivos e metas.


Ser criativo sem deixar de ser objetivo.
Ter liberdade sem deixar de ter responsabilidade.
Pensar sem deixar de sentir.
Sonhar sem deixar de realizar.
Trabalhar sem deixar de ser.
Resistir sem deixar de repensar.
Inovar sem deixar de manter.

Assistir. Ler. Amar.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

E eu aqui, comendo mariolas.

Tem gente que escreve um bilhete.
Outros, assistem um gol na televisão.
Uma criança voa num patinete.
Alguém descobre o primeiro acorde no violão.
Dois carros batem, seus donos gritam.
Duas pessoas se cumprimentam e se vão.
Um homem olha a amada dormindo.
Ela acorda e os dois se olham.
Infelizmente tem que dizer que está indo.
Uma mulher toca a campainha.
A porta abre. "só vim dar uma passadinha".
Um velho grita com sua vizinha.
Um moleque chuta uma pinha.
Senhor sai satisfeito do restaurante.
O moleque tropeça e se esfola.
Tudo isso em instantes.
E eu aqui, comendo mariola.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ela estava ali parada, olhando pra estante.
Ele chegou, olhou para ela, olhou para estante.
Ele pegou um livro, leu a contracapa.
Ela pegou outro, deu um passo para trás.
Ele olhou discretamente para trás.
Ele colocou o livro de volta na estante.
Ele olhou para ela, deu passo, e disse:
"Esse livro é bom. O Galeano é ótimo"
Ela sorriu.
Ele ficou satisfeito e foi embora.

E eu olhando de camarote, com meu Fernando Pessoa na mão.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

   Acabo de ler 10 dias de uma jornada de 30 que um amigo/conhecido (sei lá que ele me considera) escreveu. Li em velocidade alta. E no momento estou pensando no ritmo que a velocidade da minha leitura deu ao texto dele. Ou no ritmo que o texto dele deu a velocidade da minha leitura. Na verdade acho que meu pensamento ta acontecendo, literariamente (existe, essa palavra?) falando, no estilo dele.
   Também penso nela. Não ela do texto/livro dele. Ela do meu texto, deste texto, que lês sei lá porque. A ela do meu texto nem é ela a tanto tempo, mas me parece que sim.

   No fundo não sei se sou ele para ela. Mas sou alguma coisa. Hoje, do nada, parecíamos discutir. Um tempo depois parei para pensar no motivo. Não encontrei. Falei com ela, ela também não encontrou. Acho que é só a indefinição. Indefinição por tudo.
   Uma vez uma amiga nos ajudou a definir: nos misturamos e isso já era inevitável. Mas e daqui pra frente? Na verdade, e agora? Convenções, situações, emoções, lógicas ilógicas, por vezes chantagens, por algum instantes a razão, mas na maioria deles a emoção. E ainda não se descobriu qual o caminho.
  Estou aqui, em frente ao computador no quarto mais quente da casa. Á minha direita, um espelho. Encaro-o. E ao encarar vejo refletido as marcas da maior "paulada" que já levei da vida. O que mudou desde então? O que mudou em mim?
   Em algumas coisas me vejo mais seguro, de outras me vejo mais dependente. Mudou muita coisa.
   E novamente me aparece ela entre as lembraças. Faz parte da minha mudança. Ela me mudou. Ou eu mudei com ela. Ou nos mudamos. Acho que ela não acredita nisso. Ou não tem noção de que comigo isso aconteceu.
   Parece que o tempo nos enganou e não foi tão pouco tempo que passou.
  Sabe-se lá que vai acontecer. É o meu pensamento. E isso faz dias. Não só sobre ela, mas sobre tudo.
  E nesse vácuo da minha vida, que em algum tempo será lembrado entre sorrisos como "o tempo que fiquei tentando me encontrar" escrevo aqui algumas verdades.
  Minhas verdades.
  E verdade de agora somente.
  Das 15 horas. Do dia 5 de Janeiro de 2011.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Tinha uma peixe.

Tinha um peixe.
Que tentava subir o rio todos os anos.
Sabia que era seu destino de peixe subir o rio.
Mas ele não conseguia e se acostumou a apenas tentar.
Se acostumou a bater naquela pedra que sempre o impedia de seguir.
Se acostumou a resistir um pouco à correnteza e logo ceder.
Aconteceu que um dia entendiado da pedra,
e chateado com a correnteza,
o peixe resolveu tentar com mais força.
Agora ele está lá, do outro lado da pedra,
numa parte do rio que a correnteza nem é tão forte.
Mas o peixe se acostumou a bater naquela pedra,
e ceder àquela correnteza.
É fácil seguir subindo,
e também é o seu destino de peixe.
Mas o peixe se acostumou a bater naquela pedra,
e ceder àquela correnteza.
Assim, o peixe saltou
esta do outro lado com o caminho livre,
mas pensa em voltar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Disse aquele homem-poeta-cantor que chega roda-viva e não sabemos onde iremos parar. Tenho pra te dizer, Chico, que o destino vai pra lá, vai pra cá, e sempre acabamos regressando, ou quase no mesmo ponto. O prazer disso tudo é que a cada volta da roda temos mais uma chance. Talvez tenhamos evoluído, talvez regredido. Talvez tenhamos mais certeza, talvez menos. Seja como for, está tudo ali novamente. Tudo em outra posição, mas tudo no mesmo lugar. Tudo novo e tudo velho. Sabe, no fundo é a repetição que ensina. Sempre pode-se acertar na próxima vez. Até que chegue a última.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Aprender com tudo.
Trabalhar o que se pode.
Trabalhar o que se deve.
Sorrir quando se deve.
Gargalhar bem mais que o necessário.
Ouvir o que a vida está gritando,
mesmo que o silêncio arranhe os ouvidos.
Dedicar-se ao grande.
Entregar-se ao pequeno.
Aprender com tudo.

Aprender o complexo.
Compreender o simples
(o que é muito mais difícil)
E de repente,
pelo caminho,
ama-se,
cresce-se,
vive-se,
amadurece-se,
ajuda-se
constrói-se.

Existimos e caminhamos.
E aprendemos com tudo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Queria tudo mais claro

É como uma maratona.
Dói, é difícil, mas é só seguir em frente!
É muito longe, mas para estar mais perto basta um passo.
Não se enxerga o fim, mas sabemos que lá, haverá a linha de chegada.

Tudo o que palpita, tudo que agita, deve ser abraçado.
A emoção desprezada leva junto melhores momentos.
O que agita seu coração? O quanto há de poesia?
Conheces a leveza de um sorriso sincero? De um abraço eufórico?

O que estavas a me dizer, quando me olhou daquele jeito?
Revejo aquele olhar. Tentando decifrá-lo.
Respiro tentando encontrar teu cheiro.
Escuto o mundo, tentando encontrar teu canto.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A paz...
A paz não é o nada.
Paz é um misto de satisfação, euforia, confiança e passos firmes.
Por isso é dificil encontrar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Algumas coisas...

Sabe, para algumas coisas não há planejamento, não programação esse tipo de coisa não se pode nem torcer para que chegue.

Essas coisas, e elas são as melhores, ficam espreitando, esperam pacientemente, como um caçador, como um lutador.

Pelo cansaço, somos vencidos. Esquecemos completamente. Passamos apenas a viver.
E é aí que vem o golpe.

É aí que acontece.

Tudo acontece quando olhamos para o caminho, pensamos no próximo passo, e não no final do trajeto. Tudo acontece quando paramos de pensar no sonho e pensamos em como faze-lo.

E as melhores coisas acontecem quando nem sabemos da existência delas, e de repente as conquistamos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Crescer

Talvez por uma estação,
Testemunhas?
Talvez as flores da primavera,
Ou o calor do verão.
Desde que faça roer as unhas.
Desde que seja sincera.
Que haja ou não intenção!
Não importa se alguém espera,
Desde que aconteça,
Desde que alguém cresça.


Alguém sorri e diz algo. Você fica, aprende, admira.
Alguém olha sério, decidi e age. Você admira, aprende, observa.
Crescemos uns com os outros.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Escrevo

Escrevo.
Preciso escrever.
Me vem uma poesia.
Me vem uma história.
Me vem uma estória.
Batem na porta e não desistem.
Não sei sobre a qualidade dos escritos.
Apenas basta que me completem a alma.
Que terminem com a angústia.
Que terminem com o tédio.
Que se tornem grito.
Que sejam declarações.
Que sejam reflexões.
Que sejam espelhos.
Que sejam disfarces.
Que sejam enigmas.
Que sejam incentivo.
Que sejam meus,
e de quem mais quiser.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

E o repórter informa:

"a grande dificuldade é que a ilha fica isolada do continente"







Viva o jornalismo informativo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Filosofia de engarrafamento

Vamos devagar, que como diria o grande filósofo brasileiro, Martinho da Vila:

"quem vai devagar sempre chega. e ainda chega descansado."


blé!