Suspeito, por racionalizado instinto,
que o sentido da vida,
deve estar em uma compreensão.
Equilíbrio do que sei, penso e sinto,
sorriso entre a chegada e a partida,
entendimento em forma de ação.
Compreende-se de todo modo,
que por esse sentido da estrada,
é preferível deixar pegadas,
do que acumular bagagens.
Então, nessa obrigatória viagem,
se deixa rastros para que não seja em vão,
e é pouca a bagagem, para se guardar tudo no coração.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Do sonho imperecível 2
Sonho imperecível,
Que cria sentimento impertinente,
Que ora acelera e só se vai a frente,
Ora freia, tornando movimento impossível.
Sentimento motor, calor, ação.
Sentimento frio, parede, abismo.
Aceita-se: não há lógica ou razão.
Cria-se: objetivos, sentidos, ilusões.
Porém, contra fatos não há romantismo.
Aparecem necessidades e razões
E o sonho adormece,
aguardando, não fraqueja,
sonho sonhado não se perde,
o retorno, que é certeza,
virá de repente,
surgirá, como sempre: imperecível.
Quem diz que não, mente,
Mas esconder continua possível.
Que cria sentimento impertinente,
Que ora acelera e só se vai a frente,
Ora freia, tornando movimento impossível.
Sentimento motor, calor, ação.
Sentimento frio, parede, abismo.
Aceita-se: não há lógica ou razão.
Cria-se: objetivos, sentidos, ilusões.
Porém, contra fatos não há romantismo.
Aparecem necessidades e razões
E o sonho adormece,
aguardando, não fraqueja,
sonho sonhado não se perde,
o retorno, que é certeza,
virá de repente,
surgirá, como sempre: imperecível.
Quem diz que não, mente,
Mas esconder continua possível.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Do sonho imperecível.
É estranho, para não falar em mistério,
O que se sucede por vezes,
Que longe, quilômetros ou meses,
Sem lógica ou qualquer critério,
Apareça o pensamento de sempre:
Sonho de futuro impossível,
Saudade de passado inventado.
Olho o horizonte, impassível,
Determinado a viver o sonho sonhado.
Demoro-me procurando
Forma simples de dizer,
Que nessa irracional intenção,
Do sonho sonhado viver,
Quero-te ao meu lado,
Criando passo a passo,
Esse mundo impossível,
Pelo sonho sustentado.
O que se sucede por vezes,
Que longe, quilômetros ou meses,
Sem lógica ou qualquer critério,
Apareça o pensamento de sempre:
Sonho de futuro impossível,
Saudade de passado inventado.
Olho o horizonte, impassível,
Determinado a viver o sonho sonhado.
Demoro-me procurando
Forma simples de dizer,
Que nessa irracional intenção,
Do sonho sonhado viver,
Quero-te ao meu lado,
Criando passo a passo,
Esse mundo impossível,
Pelo sonho sustentado.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Do verbo Motor
Verbos são os motores, das palavras.
Para cada ação um nome.
Para movimentar em todos os tempos e de todos os modos.
Advérbio, sujeito e pronome.
Sendo cada verbo um motor,
diga-me o que conjugas,
e te direi como andas,
por onde andas,
sem tirar nem por.
Tem coisa que da medo conjugar,
Trauma, 'receio', sei lá.
Talvez essa seja a fórmula para mudar:
Reconjugar.
Para cada ação um nome.
Para movimentar em todos os tempos e de todos os modos.
Advérbio, sujeito e pronome.
Sendo cada verbo um motor,
diga-me o que conjugas,
e te direi como andas,
por onde andas,
sem tirar nem por.
Tem coisa que da medo conjugar,
Trauma, 'receio', sei lá.
Talvez essa seja a fórmula para mudar:
Reconjugar.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Ela estava ali parada, olhando pra estante.
Ele chegou, olhou para ela, olhou para estante.
Ele pegou um livro, leu a contracapa.
Ela pegou outro, deu um passo para trás.
Ele olhou discretamente para trás.
Ele colocou o livro de volta na estante.
Ele olhou para ela, deu passo, e disse:
"Esse livro é bom. O Galeano é ótimo"
Ela sorriu.
Ele ficou satisfeito e foi embora.
E eu olhando de camarote, com meu Fernando Pessoa na mão.
Ele chegou, olhou para ela, olhou para estante.
Ele pegou um livro, leu a contracapa.
Ela pegou outro, deu um passo para trás.
Ele olhou discretamente para trás.
Ele colocou o livro de volta na estante.
Ele olhou para ela, deu passo, e disse:
"Esse livro é bom. O Galeano é ótimo"
Ela sorriu.
Ele ficou satisfeito e foi embora.
E eu olhando de camarote, com meu Fernando Pessoa na mão.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Vejo cabelos no travesseiro,
Lembranças no pensamento.
Guerra acho exagero,
Curva fechada, problemas com o freio.
Não se sabe nunca o que o destino traz,
Destino, aliás, nem deve existir.
esquecê-lo e seguir em paz,
deve ser a solução pra dor do partir.
Como causa e efeito,
Fazer suco da semente, matar no peito,
Diz meu pai sem hesitar.
Como num verso popular,
Respirar um pouco e rezar,
Diz a mãe com olhos a brilhar.
E com toda simplicidade,
Meu irmão,
Olha, sorri e segue.
Penso, então, que nada é breve,
Afinal, tudo é o processo.
E aos poucos o processo se torna tudo.
Esqueçamos o destino.
Que, aliás, nem deve existir.
Na próxima vez, ouça o sino.
Deve ser hora de partir.
Lembranças no pensamento.
Guerra acho exagero,
Curva fechada, problemas com o freio.
Não se sabe nunca o que o destino traz,
Destino, aliás, nem deve existir.
esquecê-lo e seguir em paz,
deve ser a solução pra dor do partir.
Como causa e efeito,
Fazer suco da semente, matar no peito,
Diz meu pai sem hesitar.
Como num verso popular,
Respirar um pouco e rezar,
Diz a mãe com olhos a brilhar.
E com toda simplicidade,
Meu irmão,
Olha, sorri e segue.
Penso, então, que nada é breve,
Afinal, tudo é o processo.
E aos poucos o processo se torna tudo.
Esqueçamos o destino.
Que, aliás, nem deve existir.
Na próxima vez, ouça o sino.
Deve ser hora de partir.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Do Pouco que é muito. E do Resto que parece tudo.
É preciso Pouco. Mas é difícil de conseguir.
O Pouco se esconde no Resto.
O Resto distrai e nos afasta do Pouco.
O Pouco é leve. Não pesa.
O Resto nos envolve e parece banal.
O Resto banal acaba por pesar.
E o peso do Resto, afasta da leveza do Pouco.
E o Pouco, que é tão pouco, começa a parecer muito.
E por parecer muito, e estar por trás do Resto, desiste-se do Pouco.
Sem o Pouco no horizonte, nos perdemos no Resto.
E o Resto pesa.
Pesa e distrai.
E o Pouco fica longe.
Cada vez mais.
O Pouco se esconde no Resto.
O Resto distrai e nos afasta do Pouco.
O Pouco é leve. Não pesa.
O Resto nos envolve e parece banal.
O Resto banal acaba por pesar.
E o peso do Resto, afasta da leveza do Pouco.
E o Pouco, que é tão pouco, começa a parecer muito.
E por parecer muito, e estar por trás do Resto, desiste-se do Pouco.
Sem o Pouco no horizonte, nos perdemos no Resto.
E o Resto pesa.
Pesa e distrai.
E o Pouco fica longe.
Cada vez mais.
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