Muitos anos se passaram.
Ele se senta no restaurante com a esposa. Sempre a trata com carinho. A esposa é bonita, simpática, educada e tem muita admiração por ele. Estão em um evento grande, alegres com o que estão fazendo. A vida caminho no passo certo.
Ele levanta para ir ao banheiro. No fundo do restaurante, um pequeno corredor leva a duas portas. Ele caminha olhando para o chão. Quando chega ao fim do corredor levanta o rosto buscando saber em qual porta deve entrar. Direita.
Ao ir em direção a porta, a outra se abre. O corredor é apertado, ele espera.
Da outra porta, ela sai. A mesma cor de cabelo e o olhar de quem sabe o que faz.
Cumprimentos. Ela ainda tem o mesmo cheiro. Como vai. Tudo bem. Evento legal né. Abraço. O mesmo cheiro e a pele ainda provoca o mesmo efeito quando toca a dele.
Os dois seguem seu caminho.
Erraram.
Não. Provavelmente ele que errou.
Os dois seguem seu caminho.
Muitos anos se passaram.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Ainda.
Ainda sinto saudades.
Mesmo que a paz tenha chegado ao meu coração, mesmo que peso já não pese nos meus pensamentos, ainda sinto saudade. Ainda sinto o estômago se abrir e aquele buraco frio tomar conta. Ainda sinto meus dedos se moverem sós, em direção a tua nuca.
Mesmo que a paz tenha chegado por esses lados, mesmo que não provoque mais desespero, ainda sinto saudade. E já não sinto mais saudade de ver-te, de tocar-te. Disso, ficou o desejo. A saudade, forma de amor, e portanto de importância maior, é de sentir. Ou melhor, de não sentir.
Mesmo que a paz tenha chegado, ainda sinto saudade. Saudade do tempo em que aprendi a não sentir. Livrei-me de pesos e medos, de necessidades e desejos. Passei a não sentir o que me era desnecessário.
Mesmo que haja paz, e muita dela, a saudade predomina. Saudade de quando soubemos criar tempo e espaço. Do passo lado a lado, mesmo que desencontrado. De quando aprendemos que só olhar a lua ou o sol, já poderia preencher o dia. De fazer sem refletir, afinal, sentíamos e era o suficiente.
A paz tem valor alto. Dificil de achar, fácil de perder. Mas mesmo que a paz tenha chegado, ainda sinto saudade.
Mesmo que a paz tenha chegado ao meu coração, mesmo que peso já não pese nos meus pensamentos, ainda sinto saudade. Ainda sinto o estômago se abrir e aquele buraco frio tomar conta. Ainda sinto meus dedos se moverem sós, em direção a tua nuca.
Mesmo que a paz tenha chegado por esses lados, mesmo que não provoque mais desespero, ainda sinto saudade. E já não sinto mais saudade de ver-te, de tocar-te. Disso, ficou o desejo. A saudade, forma de amor, e portanto de importância maior, é de sentir. Ou melhor, de não sentir.
Mesmo que a paz tenha chegado, ainda sinto saudade. Saudade do tempo em que aprendi a não sentir. Livrei-me de pesos e medos, de necessidades e desejos. Passei a não sentir o que me era desnecessário.
Mesmo que haja paz, e muita dela, a saudade predomina. Saudade de quando soubemos criar tempo e espaço. Do passo lado a lado, mesmo que desencontrado. De quando aprendemos que só olhar a lua ou o sol, já poderia preencher o dia. De fazer sem refletir, afinal, sentíamos e era o suficiente.
A paz tem valor alto. Dificil de achar, fácil de perder. Mas mesmo que a paz tenha chegado, ainda sinto saudade.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Declarações à minha'lma (republicando)
Talvez, talvez,
(digo à minha'lma)
a solução seja simples.
Vou te escutar mais,
e quando gritares,
(esses gritos que chamam instinto)
não pensarei duas vezes.
Só tenho uma ocndição,
que tranquilo fique meu coração,
sem euforia ou agonia.
Assim, seguiremos tranquilos,
E quanto ao tempo,
(nosso antigo inimigo)
jogamos fora,
e inventamos o nosso.
(digo à minha'lma)
a solução seja simples.
Vou te escutar mais,
e quando gritares,
(esses gritos que chamam instinto)
não pensarei duas vezes.
Só tenho uma ocndição,
que tranquilo fique meu coração,
sem euforia ou agonia.
Assim, seguiremos tranquilos,
E quanto ao tempo,
(nosso antigo inimigo)
jogamos fora,
e inventamos o nosso.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
O quarto e a sala.
O quarto, a sala e a cozinha.
O quarto, a sala, a cozinha e o corredor.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor e o banheiro.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro e o carro.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro e a roupa.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro, a roupa e aquele gesto com a mão.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro, a roupa, aquele gesto com a mão e aquele movimento com os olhos.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro, a roupa, aquele gesto com a mão, aquele movimento com os olhos e o olhar reprovador.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro, a roupa, aquele gesto com a mão, aquele movimento com os olhos, o olhar reprovador e o conselho na ansiedade.
E o abraço sem palavras.
Impregnado no tempo e no espaço.
O quarto, a sala e a cozinha.
O quarto, a sala, a cozinha e o corredor.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor e o banheiro.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro e o carro.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro e a roupa.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro, a roupa e aquele gesto com a mão.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro, a roupa, aquele gesto com a mão e aquele movimento com os olhos.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro, a roupa, aquele gesto com a mão, aquele movimento com os olhos e o olhar reprovador.
O quarto, a sala, a cozinha, o corredor, o banheiro, o carro, a roupa, aquele gesto com a mão, aquele movimento com os olhos, o olhar reprovador e o conselho na ansiedade.
E o abraço sem palavras.
Impregnado no tempo e no espaço.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
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