Me sento e olho para a tela.
Deixo escorrer o que existe de poesia.
Não gosto de pensar o que se faz dela.
Que saia, e em algum lugar provoque alegria.
ao menos algum conforto ou reconhecimento,
de tamanho igual ou maior,
do que tenho no momento,
que sento e olho para a tela.
e deixo escorrer o que existe de poesia,
sem ideia do que faz dela,
se talvez alguma alegria,
se algo do melhor, se algo do pior.
terça-feira, 22 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Sobre semear e colher
Plantar sempre,
Para a colheita surgir,
Assim, de repente,
Quando se pensar em desistir.
Semear em tudo um futuro.
E o trajeto, por mais duro,
Nunca será insuperável.
O segredo então,
é manter-se incansável
espalhando as sementes,
com o que se pensa e se sente,
sinceridade no sim e no não.
Até que se pense em desistir,
e a colheita, assim de repente,
surgir.
Para a colheita surgir,
Assim, de repente,
Quando se pensar em desistir.
Semear em tudo um futuro.
E o trajeto, por mais duro,
Nunca será insuperável.
O segredo então,
é manter-se incansável
espalhando as sementes,
com o que se pensa e se sente,
sinceridade no sim e no não.
Até que se pense em desistir,
e a colheita, assim de repente,
surgir.
domingo, 13 de março de 2011
Das autorias das poesias
Digo,
com a garantia
dos meus olhos vermelhos,
Que toda poesia,
pode e deve eternizar,
deve-se lembrar porém,
que ela é escrita,
por uma só mão,
que obedece um solitário coração.
E também posso dizer,
com o respaldo do que aperta o peito,
que cada poesia alegre,
sem que nada possa ser feito,
hora ou outra,
se dissipa no ar,
e passa a dar lugar
a outro tipo, mais abundante:
aquelas tristes, inquietantes,
escritas por suspiros
que nos enchem de vazio.
com a garantia
dos meus olhos vermelhos,
Que toda poesia,
pode e deve eternizar,
deve-se lembrar porém,
que ela é escrita,
por uma só mão,
que obedece um solitário coração.
E também posso dizer,
com o respaldo do que aperta o peito,
que cada poesia alegre,
sem que nada possa ser feito,
hora ou outra,
se dissipa no ar,
e passa a dar lugar
a outro tipo, mais abundante:
aquelas tristes, inquietantes,
escritas por suspiros
que nos enchem de vazio.
quinta-feira, 10 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Suspeito, por racionalizado instinto,
que o sentido da vida,
deve estar em uma compreensão.
Equilíbrio do que sei, penso e sinto,
sorriso entre a chegada e a partida,
entendimento em forma de ação.
Compreende-se de todo modo,
que por esse sentido da estrada,
é preferível deixar pegadas,
do que acumular bagagens.
Então, nessa obrigatória viagem,
se deixa rastros para que não seja em vão,
e é pouca a bagagem, para se guardar tudo no coração.
que o sentido da vida,
deve estar em uma compreensão.
Equilíbrio do que sei, penso e sinto,
sorriso entre a chegada e a partida,
entendimento em forma de ação.
Compreende-se de todo modo,
que por esse sentido da estrada,
é preferível deixar pegadas,
do que acumular bagagens.
Então, nessa obrigatória viagem,
se deixa rastros para que não seja em vão,
e é pouca a bagagem, para se guardar tudo no coração.
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Perspectivas Pessoais,
PERSPECTIVAS POÉTICAS
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Do sonho imperecível 2
Sonho imperecível,
Que cria sentimento impertinente,
Que ora acelera e só se vai a frente,
Ora freia, tornando movimento impossível.
Sentimento motor, calor, ação.
Sentimento frio, parede, abismo.
Aceita-se: não há lógica ou razão.
Cria-se: objetivos, sentidos, ilusões.
Porém, contra fatos não há romantismo.
Aparecem necessidades e razões
E o sonho adormece,
aguardando, não fraqueja,
sonho sonhado não se perde,
o retorno, que é certeza,
virá de repente,
surgirá, como sempre: imperecível.
Quem diz que não, mente,
Mas esconder continua possível.
Que cria sentimento impertinente,
Que ora acelera e só se vai a frente,
Ora freia, tornando movimento impossível.
Sentimento motor, calor, ação.
Sentimento frio, parede, abismo.
Aceita-se: não há lógica ou razão.
Cria-se: objetivos, sentidos, ilusões.
Porém, contra fatos não há romantismo.
Aparecem necessidades e razões
E o sonho adormece,
aguardando, não fraqueja,
sonho sonhado não se perde,
o retorno, que é certeza,
virá de repente,
surgirá, como sempre: imperecível.
Quem diz que não, mente,
Mas esconder continua possível.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Do sonho imperecível.
É estranho, para não falar em mistério,
O que se sucede por vezes,
Que longe, quilômetros ou meses,
Sem lógica ou qualquer critério,
Apareça o pensamento de sempre:
Sonho de futuro impossível,
Saudade de passado inventado.
Olho o horizonte, impassível,
Determinado a viver o sonho sonhado.
Demoro-me procurando
Forma simples de dizer,
Que nessa irracional intenção,
Do sonho sonhado viver,
Quero-te ao meu lado,
Criando passo a passo,
Esse mundo impossível,
Pelo sonho sustentado.
O que se sucede por vezes,
Que longe, quilômetros ou meses,
Sem lógica ou qualquer critério,
Apareça o pensamento de sempre:
Sonho de futuro impossível,
Saudade de passado inventado.
Olho o horizonte, impassível,
Determinado a viver o sonho sonhado.
Demoro-me procurando
Forma simples de dizer,
Que nessa irracional intenção,
Do sonho sonhado viver,
Quero-te ao meu lado,
Criando passo a passo,
Esse mundo impossível,
Pelo sonho sustentado.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Do verbo Motor
Verbos são os motores, das palavras.
Para cada ação um nome.
Para movimentar em todos os tempos e de todos os modos.
Advérbio, sujeito e pronome.
Sendo cada verbo um motor,
diga-me o que conjugas,
e te direi como andas,
por onde andas,
sem tirar nem por.
Tem coisa que da medo conjugar,
Trauma, 'receio', sei lá.
Talvez essa seja a fórmula para mudar:
Reconjugar.
Para cada ação um nome.
Para movimentar em todos os tempos e de todos os modos.
Advérbio, sujeito e pronome.
Sendo cada verbo um motor,
diga-me o que conjugas,
e te direi como andas,
por onde andas,
sem tirar nem por.
Tem coisa que da medo conjugar,
Trauma, 'receio', sei lá.
Talvez essa seja a fórmula para mudar:
Reconjugar.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Ela estava ali parada, olhando pra estante.
Ele chegou, olhou para ela, olhou para estante.
Ele pegou um livro, leu a contracapa.
Ela pegou outro, deu um passo para trás.
Ele olhou discretamente para trás.
Ele colocou o livro de volta na estante.
Ele olhou para ela, deu passo, e disse:
"Esse livro é bom. O Galeano é ótimo"
Ela sorriu.
Ele ficou satisfeito e foi embora.
E eu olhando de camarote, com meu Fernando Pessoa na mão.
Ele chegou, olhou para ela, olhou para estante.
Ele pegou um livro, leu a contracapa.
Ela pegou outro, deu um passo para trás.
Ele olhou discretamente para trás.
Ele colocou o livro de volta na estante.
Ele olhou para ela, deu passo, e disse:
"Esse livro é bom. O Galeano é ótimo"
Ela sorriu.
Ele ficou satisfeito e foi embora.
E eu olhando de camarote, com meu Fernando Pessoa na mão.
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